terça-feira, 16 de abril de 2013

ÂNCORAS DE SAL (Clauder Arcanjo)





Para Eduardo Aroso



Há uma quinta nau
Em um porto distante,
Emersa em sonhos,
Amarrada a cordoalhas.
Coimbra: memórias de mar.

Já nesta minha nave,
Sem bússola nem timão,
Habitam velejadores,
Barqueiros do sertão,
Carregados de dores,
Sonhando com ilhas,
Tendo âncoras de sal.




* Leia também MARINHAGEM SERTANEJA

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Antonio Clauder Arcanjo (Clauder Arcanjo), nascido em Santana do Acaraú-CE, aos 3 de março de 1963, é engenheiro, professor, contista, poeta, cronista, resenhista literário e colaborador de sites, revistas e jornais de várias partes do País. A reunião de contos, intitulada Licânia, marcou a sua estreia em 2007. Lápis nas veias (minicontos) foi a segunda obra, lançada em 2009. Novenário de espinhos é o seu primeiro livro de poemas. O autor tem obras inéditas nos gêneros: crônica (Uma garça no asfalto), romance e resenhas literárias. O presente poema faz parte de Novenário de espinhos.


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